A primeira Jornada Social do ISTA fará memória da Lei Áurea de 1888 que completa 130 anos em 2018. Queremos mostrar que a verdadeira abolição não ocorreu, como se pode perceber através do racismo, por vezes camuflado, e das desigualdades sociais, econômicas, políticas, religiosas e simbólicas, todas de cunho racial.

Através de uma série de atividades, a saber, debates, teatro e reflexões diversas, identificaremos e realçaremos os limites e potencialidades dessa lei. Também mostraremos de forma panorâmica o lugar de fala do negro na sociedade brasileira, uma vez que a mesma tem como norma a branquitude, a heterossexualidade e o sexismo.

Queremos refletir de que maneira o pensamento filosófico-teológico pode contribuir para desestabilizar as regras vigentes de uma sociedade normativa. A partir de um pensamento filosófico, queremos pensar a própria construção subjetiva da pessoa negra e o conceito de raça na sociedade brasileira. Do ponto de vista teológico, desejamos entender a função religiosa e de que maneira ela tem sido usada seja como instrumento de afirmação seja como de resistência, mediante uma cultura de morte implantada sobre a população negra.

Programação – I Jornada Social do ISTA