APRESENTAÇÃO

 A proposta do curso de extensão Filosofia e Literatura é empreender um estudo crítico sobre o Formalismo Russo e sua importância nos campos literários e culturais.

O Formalismo Russo foi uma escola de crítica literária desenvolvida na Rússia por Roman Jakobson, Vladimir Propp, Victor Choklovsk, Yuri Tinianov e Boris Eikenbaum. Seu objetivo era aproximar a crítica literária ao método científico e excluir as doutrinas tradicionais de abordagens psicológicas e histórico-culturais, tornando a literariedade do texto a questão central.

Estudaremos no 1º Módulo o texto “Epos e Romance” de Bakhtin para descobrir as particularidades e estruturas formais do romance. Ao o texto citado, partimos da ideia de que de acordo com o autor, o estudo do romance enquanto gênero caracteriza-se por dificuldades particulares, ou seja, o romance é o único gênero por se constituir, é ainda inacabado. Segundo Bakhtin, ao lado dos grandes gêneros, só o romance é mais jovem do que a escritura e os livros, e só ele está organicamente adaptado às novas formas da percepção silenciosa, isto é, a leitura. O autor relata que a epopeia não é somente encontrada como algo criado há muito tempo, mas também como gênero já profundamente envelhecido.

No 2º módulo foi indicado o texto “Como é feito o capote de Gogol” de Boris Eikhenbaum como forma de instrumentalizar o aluno para a leitura do “Capote” do autor russo Gogol. O texto traz a aplicação da análise literária segundo a crítica formalista. Boris Eikhenbaum redigiu sua análise de crítica formalista em 1918, na qual capta a literariedade da obra e extrai um fato curioso para a época em que O Capote foi escrito que tratamos a seguir: apesar de o formalismo recusar a incorporação de elementos extratextuais na análise poética – e isso é um procedimento diferente do que se encontra na crítica contemporânea – Eikhenbaum aproxima a vida imaginada de Akaki Akakievitch, protagonista da novela, com a vida civil de Nicolai Gogol, escritor dessa narrativa.

Como Leitura Literária, a indicação é o texto “O Capote” do autor Gogol. O conto é rápido e passageiro, mas faz pensar. Trata-se de um simples trabalhador, acostumado e viciado na tarefa repetitiva de copiar documentos. Todo dia leva trabalho para casa e não se cansa de fazer o que faz. Na verdade sente prazer nisso e somente nisso, chegando até a recusar um serviço de melhor valor intelectual. Preso em sua rotina diária é alienado do mundo em que vive, vive na verdade de seu próprio mundo, pouco percebendo o que o espreita. Mas essa rotina é quebrada quando seu capote, já velho e todo remendado é dado como sem conserto. O alfaiate que até então fazia milagres para cobrir furos e remendos no sobretudo convence o seu habitual cliente de que aquela peça não mais teria conserto.

CONTEÚDOS

  • Bakhtin e as estruturas formais do romance;
  • A crítica formalista de Boris Eikhenbaum;
  • A relação entre Filosofia e Literatura;

METODOLOGIA

Ofertado na modalidade a distância pelo ambiente virtual de aprendizagem moodle, sem encontros presenciais.

PÚBLICO-ALVO

Graduados na área de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Interessados em geral.

PRÉ-REQUISITO

Não há

Prof.: Ms. Humberto Gomes Pereira
Duração do curso: 60 dias
Carga Horária: 60 horas
Valor: R$ 90,00

 

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