PERÍODO DE REALIZAÇÃO

Módulo 1 –09 a 20 de julho de 2018 | Módulo 2 –07 a 18 de janeiro de 2019 | Módulo 3 –08 a 19 de julho de 2019

 

cnbbPARCERIA ENTRE A OSIB/LESTE 2 E O ISTA

ESCOLA NACIONAL DE FORMADORES JESUS BOM PASTOR

 

 “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15)

     1. INTRODUÇÃO

A Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (OSIB), desde sua fundação em 2 de julho de 1978, teve, dentre seus objetivos, facilitar a troca de experiências entre os formadores e cuidar para que eles sempre mais fossem preparados para a missão, evitando a excessiva improvisação que caracterizava essa importante dimensão eclesial. Os 43 Formadores e Reitores de Seminários Maiores, que participaram, nesta ocasião, do Encontro Nacional em Brasília, promovido pela Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB (Linha 1 – Setor de Vocações e Ministérios) estavam convencidos de que a formação dos futuros presbíteros se tratava de um ponto crucial para a Igreja.

Logo após o encerramento do Concílio Vaticano II, mais precisamente desde 1966, a CNBB, por meio do Secretariado Nacional de Seminários e, posteriormente, através do Setor de Vocações e Ministérios da Linha 1 da CEP, passou a reunir anualmente ou bienalmente os Reitores dos Seminários.

Uma das principais exigências sentida pelos Formadores era a de se preparar melhor para desempenhar sua responsabilidade. A OSIB promoveu, no Rio de Janeiro, em julho de 1979, o primeiro curso de Formadores, de 10 dias. Uma segunda etapa do curso foi realizada no início de 1981. Um novo tipo de curso, sobre questões psicológicos e morais da formação, foi realizado em São Paulo, em outubro de 1981.

E, desde então, várias iniciativas foram tomadas pelo Setor de Vocações e Ministérios em comunhão com a OSIB no sentido de dar um suporte aos formadores para uma qualificação maior no exercício da sua missão.

Aos poucos se foi criando uma cultura de formação permanente para formadores e alguns cursos, em âmbito de pós-graduação, foram surgindo em diversas regiões do país: Belo Horizonte, Londrina, Fortaleza e Taubaté.

Visando dar continuidade a esse esforço no campo da formação de formadores, a atual Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, em comunhão com a OSIB, propõe uma real sistematização e acompanhamento das iniciativas existentes, propondo a elas um currículo mínimo comum e também definindo eixos comuns a todas elas.

Acreditamos, assim, dar uma resposta objetiva aos mais diversos apelos da Igreja no sentido de aprimorarmos a preparação de formadores que estejam aptos para exercer essa difícil missão da formação dos futuros presbíteros.

        2. A DESEJADA RENOVAÇÃO ECLESIAL

“É importante promover e cuidar uma formação qualificada, que crie pessoas capazes de descer na noite sem ser invadidas pela escuridão e perder-se; capazes de ouvir a ilusão de muitos, sem se deixar seduzir, capazes de acolher as desilusões, sem desesperar-se nem precipitar-se na amargura; capazes de tocar a desintegração alheia, sem se deixar dissolver e decompor na sua própria identidade” (papa Francisco, Encontro com os bispos brasileiros, durante a JMJ 2013).

“A desejada renovação de toda a Igreja depende, em grande parte, do ministério sacerdotal” (OT, 1). Assim inicia-se o Decreto Optatam Totius, demonstrando a importância que a Igreja dá à formação, inicial e permanente, dos presbíteros para a necessária renovação eclesial. Trata-se de uma voz profética, válida em todo tempo, sobretudo nestes de profundas mudanças culturais, na Igreja e no mundo, convidando-nos a uma verdadeira revisão e conversão da vida cristã, do apostolado, das estruturas, para uma maior fidelidade a Cristo e a seu Evangelho, pois, há uma fisionomia essencial no sacerdócio ministerial que não muda, mesmo se mudam a realidade e as circunstâncias: “o assemelhar-se a Jesus Cristo” (cf. PDV, 5).

A Igreja no Brasil tem demonstrado zelo com a formação dos presbíteros, refletindo, orientando e apoiando os trabalhos dos Seminários e Institutos de formação presbiteral. De modo particular, a atenta revisão e publicação das atuais “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil” mostra a preocupação, em favorecer um trabalho de formação inicial e permanente que corresponda às exigências da formação presbiteral, em consonância com a índole peculiar de nosso tempo (cf. DAp 345).

A OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil) não tem medido esforços no sentido de oferecer sua contribuição à missão dos formadores: reitores, diretores espirituais, professores, psicólogos, diretores acadêmicos, entre outros. Já são 34 anos promovendo assembleias, cursos, encontros, seminários, simpósios; produzindo materiais e instrumentos pedagógicos; e proporcionando partilhas de experiências entre os formadores do Brasil.

No entanto, apesar de todo este trabalho de assessoria, ainda se fazem sentir lacunas e fragilidades no processo de formação presbiteral.

Encontramo-nos diante do desafio de preparar presbíteros “numa nova realidade social, plural, diferenciada e globalizada” (DAp 345), num contexto cultural extremamente rico de informações, possibilidades, ambiguidades, carências, marcado por mudanças rápidas e exigindo dos formadores maturidade, capacidade de discernimento, diálogo e testemunho de fidelidade a Cristo e à sua Igreja, tal como nos lembra o Documento de Aparecida. (DAp, 317)

Diante deste cenário, urge, ter presente o que propôs o Papa Francisco ao Episcopado brasileiro em 2013: “Queridos irmãos no episcopado, é preciso ter a coragem de levar a fundo uma revisão das estruturas de formação e preparação do clero e do laicato da Igreja que está no Brasil. Não é suficiente uma vaga prioridade da formação, nem documentos ou encontros. Faz falta a sabedoria prática de levantar estruturas duradouras de preparação em âmbito local, regional, nacional e que sejam o verdadeiro coração para o episcopado, sem poupar forças, solicitude e assistência. A situação atual exige uma formação qualificada em todos os níveis. Vocês, bispos, não podem delegar este dever, mas devem assumi-lo como algo de fundamental para o caminho das suas Igrejas”(Encontro com o episcopado brasileiro, durante a JMJ, 27 de julho de 2013).

       3.TAREFAS PRIORITÁRIAS PARA OS FORMADORES

  • O cuidado do desenvolvimento pessoal do seminarista, particularmente de sua fé. Não se pode pressupor que o candidato ao Seminário possua suficiente maturidade na fé. Ele deve perceber as opções de vida que deve fazer e assumi-las progressivamente, empenhando-se, antes de tudo, para enriquecer ou fortalecer sua experiência de vida cristã, seu empenho no seguimento de Cristo, sua descoberta dos caminhos da experiência do mistério de Deus;
  • A busca de uma formação teológica “completa e unitária”, exige um atento discernimento daquilo que é essencial e daquilo que é vital. É indispensável ensinar a pesquisar, escutar, dialogar, estudar e procurar com rigor a verdade.
  • A seriedade nos estudos, pressupõe um conteúdo doutrinário substancioso o orgânico dos currículos e programas de formação. Tarefa particular dos formadores é acompanhar a aplicação deste conteúdo.
  • É tarefa de todo formador, empenhar-se em desenvolver o trabalho em espírito de equipe, pois, a formação presbiteral é um conjunto orgânico, que une e harmoniza diversas dimensões da formação.

         4.OBJETIVO GERAL DA ESCOLA NACIONAL DE FORMADORES

A Escola Nacional de Formadores se insere no grande programa de formação permanente dos presbíteros já desenhado pela Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Pastores Dabo Vobis” e pelas Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil. (Doc. 93 da CNBB)

A formação permanente é necessária para discernir e seguir o contínuo chamado ou vontade de Deus; é questão de fidelidade ao ministério sacerdotal e processo de contínua conversão; é amor a Jesus Cristo e coerência consigo mesmo; é um ato de amor ao Povo de Deus, ao serviço do qual o sacerdote está posto (cf. PDV 70).

A formação de formadores se insere no programa de formação permanente dos presbíteros. Seu objetivo é ser um espaço facilitador da qualificação de presbíteros para a missão da formação de novos presbíteros para a Igreja, abrangendo as diversas dimensões necessárias para o exercício desse ministério nos dias atuais. O processo formativo exige do formador a capacidade de discernimento vocacional e acompanhamento dos candidatos, segundo as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil (Doc. 93 da CNBB).

Objetivos Específicos:

  1. Habilitar os formadores para a compreensão e realização das tarefas conexas à sua missão.
  2. Qualificar os formadores para serem “ícones do Cristo, Servo e Bom Pastor, à frente de um Seminário “Escola do Evangelho”, para aquecer os corações dos seminaristas”.
  3. Preparar os formadores para a desafiadora arte de formar-se e educar.
  4. Ajudar os formadores no planejamento e na execução de um projeto pedagógico de formação que ofereça aos seminaristas um verdadeiro processo integral: humano, comunitário, espiritual, intelectual e pastoral, centrado em Jesus Cristo Bom Pastor.
  5. Aprofundar o sentido da catolicidade, diocesanidade, ecumenicidade e da missionariedade do presbítero.
  6. Formar discípulos missionários que sejam formadores de novos discípulos missionários.
  7. Abordar questões desafiadoras da formação e da vida presbiteral hoje: desequilíbrios afetivos, celibato, fragilidade doutrinal, entre outras.
  8. Aprofundar o conhecimento de realidades que incidem na formação presbiteral, tais como as redes sociais e demais tecnologias, as correntes ideológicas, os movimentos eclesiais e culturais.

        5. O PÚBLICO ALVO E A DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO

A ENF se destina a presbíteros, indicados pelo bispo, que já exerçam ou exercerão a missão de formadores.

A metodologia de trabalho contemplará estudo, convivência, pesquisa, oração, troca de experiências, retiros, espiritualidade e análise de casos complexos. Para tanto, seguiremos a dinâmica de módulos presenciais, realizados nos períodos de férias ou recesso de janeiro e julho, e de ensino à distância para a pesquisa e estudo de alguns temas, criando assim um fórum de formação continuada, prolongando e preparando os trabalhos propostos e realizados no tempo de convivência.

O programa formativo assumirá, conforme as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, as dimensões humano-afetiva, comunitária, espiritual e pastoral-missionária, como eixos em torno dos quais se desenvolvem os âmbitos de formação, com ênfase na dimensão intelectual.

        6. LOCAL DE FUNCIONAMENTO DAS AULAS PRESENCIAIS

A ENF/CNBB funcionará em Belo Horizonte, Londrina, Fortaleza e Taubaté, conforme os programas que seguem. Haverá um currículo mínimo exigido pela CNBB, a exemplo dos currículos mínimos dos cursos de filosofia e teologia presentes nas Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, (Doc. 93 da CNBB). Cada “campus” terá liberdade para acrescentar disciplinas que julguem pertinentes de acordo com sua realidade.

Periodicamente, os coordenadores desses cursos se reunirão com os responsáveis pela área de formação presbiteral da CNBB para rever, atualizar dados e sanar possíveis inconveniências.

         7. MATRIZ CURRICULAR COMUM

 Currículo Mínimo do Curso para Formadores de Presbíteros

EIXO ANTROPOLÓGICO:

DIMENSÕESHUMANO-AFETIVA E COMUNITÁRIA

 

  1. Estudo e aplicação das Diretrizes sobre a Formação dos Presbíteros na Igreja no Brasil.
  2. O formador: a personalidade, a vida, a vocação, a missão e os desafios da arte de formar.
  3. Cultura atual e Juventude.
  4. Questões culturais emergentes: mídias, novas tecnologias, ideologias e outras.
  5. Antropologia da Vocação: o sentido da vida, a formação para a liberdade, a responsabilidade e a vida em comunidade.
  6. Os fundamentos teóricos da personalidade e do desenvolvimento humanos e suas aplicações à formação presbiteral.
  7. As orientações para a educação afetiva: o amor, a castidade, o celibato, as mútuas relações.
  8. Seminário de estudo de casos com acompanhamento pessoal e grupal.

 

EIXOS TEOLÓGICO E DE ESPIRITUALIDADE:

DIMENSÃO ESPIRITUAL

  1. Jesus, o formador de discípulos missionários: a pedagogia de Jesus.
  2. A teologia do presbiterado: identidade e missão.
  3. A Espiritualidade Presbiteral.
  4. Teologia dos Ministérios.
  5. Formação Presbiteral: Magistério recente.
  6. O Ministério do Formador: fundamentos teológicos.
  7. Discernimento vocacional, acompanhamento personalizado e Direção Espiritual.
  8. Teologia da Vida Consagrada: mútuas relações.
  9. Seminário de estudo de casos com acompanhamento pessoal e grupal.

 

EIXO PEDAGÓGICO-PASTORAL:

DIMENSÃO PASTORAL-MISSIONÁRIA

 

  1. Equipe formadora.
  2. Projeto pedagógico formativo.
  3. Planejamento pastoral-missionário.
  4. A dimensão sócio-transformadora da vida e da missão da Igreja.
  5. A formação litúrgica.
  6. Ação Missionária: paradigma de toda obra da Igreja.
  7. Experiências missionárias significativas para uma Igreja em saída
  8. Preparação e acompanhamento dos estágios e do Ano Pastoral.
  9. Seminário de estudo de casos com acompanhamento pessoal e grupal.

 1. MATRIZ CURRICULAR DA ENF EM BH

Matriz OSIB-CNBB

 

Documentos:

Apresentação – Formadores de Presbíteros Diocesanos

Matriz Curricular – Formadores de Presbíteros Diocesanos

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