No início, era o Verbo encarnado num pequeno grupo de servidores que preparava um grande banquete. Mas não tinham ainda encontrado as vasilhas, a mesa, nem mesmo a sala onde organizar a partilha… E numa KOMBIBRANCA rodavam procurando um espaço…

Foi então que “os da Kombi” encontraram um feio barranco – onde reinavam o abandono, o matagal e o escuro – e foi ali que o Verbo, por eles, agiu. Pedra sobre pedra. O edifício foi construído. E os kombISTAS viram que isso era bom.
Os kombISTAS disseram: “Preparemos aqui o Banquete do Logos”. E eles trouxeram as mesas, as vasilhas, as taças… Dona Ternura, de olhos claros e sorriso franciscano, plantou naquela terra as suas flores e então as regaram com as águas da democracia participativa e do livre pensamento…

E as flores, por uma razão que só o Verbo conhece, desabrocham mais do que o esperado… E entre botas VULCABRAS, que nunca foram escassas, mostraram perseverança que, de caso bem pensado, é sinal prof-ético. E os kombISTAS viram que isto era bom.

Então, eles trouxeram muitos e belos re-tratos para decorar as paredes, o teto e o chão deste grande espaço: rabiscos, pinturas, fragmentos e ícones que buscam expressar a Beleza e a Sabedoria do Verbo Cuidadoso em cada Sopro. Isso era bom.

Mas ainda faltava o movimento, entende como? Então, os kombISTAS abriram as portas para todos os ícones que quisessem estar “mages” perto do seu Autor. E eles vieram numerosos. De todos os estados do país e de tantos países do mundo… E os kombISTAS viram que isto era bom.

E o Banquete foi dis-posto. Os servidores entonaram: CONTEMPLEMOS O CUIDADO ESSENCIAL! E das figuras compostas desde os tempos mais antigos, pelos amantes da Sabedoria, emergiram – como detrás de um espelho – a figura de todos os participantes… E ELES SE PERGUNTAVAM SEUS NOMES. E os kombISTAS viram o quanto isso era bom.

E eles se diziam os seus nomes. E a brisa era suave… SEM FIM MEU NOME EM TUA PALAVRA. SEM FIM TUA PALAVRA NO MEU SER…

E entoando um Canto Novo, levantando as taças de um vinho “Bernardino”, brindaram à tequila “Dom Romero”, os NEO-ISTAS… e eles dançam, sangrando os pés em agudas pedras, unidos pelo Verbo, entre os povos de todas as raças e línguas, de todos os povos e nações, a Poesia que é a “Gramática de Deus” (edição prefaciada por Hélder e Luciano): defesa e promoção da vida, semeando a JUSTIÇA e a CARIDADE!

E os NEO-ISTAS e os KombISTAS viram que o (caro) ISTA… era bom demais, sô!

Houve uma noite e uma manhã. 25 anos.

Ir J. Nicolau VIEIRA
Missionário dos Operários
Lubumbashi – República Democrática do Congo